As drogas fazem parte da experiência humana desde o começo dos tempos. No entanto, esse relacionamento começou a escurecer recentemente. O início desse desacordo foi a proibição das substâncias psicoativas que utilizamos há milênios como remédio para o corpo e para o espírito, como uma ferramenta para estabelecer vínculos sociais e expandir a consciência. Juan Manuel Suppa Altman escreveu um livro que explica como foi as restrições do cultivo de ópio, cocaína e cannabis através das intervenções dos Estados Unidos.

Essa interrupção resultou, primeiro, na violência e depois numa guerra em que as estratégias estatais repressivas e o crime organizado se misturam até se confundirem, gerando uma verdadeira tragédia social, política e de saúde em escala global.

Em uma jornada que inclui a luta pelo controle do ópio na China imperial, através do experimento da Proibição e do crescimento da indústria farmacêutica durante a Segunda Guerra Mundial, até a explosão da guerra contra as drogas que possibilitou a intervenção militar dos Estados Unidos na América Latina, a proibição analisa o significado histórico, político e social no meio de uma cena caótica, ligando fatos aparentemente não relacionados, apontando para os atores mais relevantes e considerando como a criminalização dos usuários de drogas tornou-se na estratégia repressiva mais difundida e letal do mundo.
 

Do prólogo de Emilio Ruchansky
“Esta não é uma história de drogas ou uma história de tráfico de drogas, é uma história da Proibição. O projeto sempre teve um curso seguro e limites precisos: retratar e analisar a luta implacável contra pessoas que consomem certas substâncias e aquelas que se expõem mais quando as fornecem; tudo em nome de uma moralidade racial e colonialista, em benefício de uma complexa rede médica, policial, judicial, política, militar, industrial, farmacêutica e financeira. A chamada “guerra às drogas”, diz Suppa Altman, é um fenômeno moderno governado pelo capitalismo e pela globalização que vem se desintegrando porque nunca terminará. Um negócio sangrento. Quanto mais você aperta, mais sangue e dinheiro se esgota.

O genocídio por gotejamento de nossa América e “o desmembramento econômico, político e social”, como o autor suscita, são fatores que justificam uma leitura urgente desse trabalho. Citações de especialistas, relatórios, leis locais, convenções internacionais e livros devem ser destacadas. Eles fornecem um índice para a busca de informações neste mar desconhecido da proibição, em que resgata personagens e censura investigações para evitar a aplicação de uma política de drogas focada em evidências e respeito pelos direitos humanos.
 

Do epílogo de Antonio Escohotado
“Depois de décadas de orientada resgatar inferno almas sequestrado pela guerra da droga, imaginar a enorme transparência do mercado negro poderia ser rastreada sem mediações incalculáveis ​​hoje é a aderir a tal um mágico e limpar o planeta de drogas ilícitas agir. Enquanto a verdadeira história acabará por ir arar esses caminhos críticos, compaixão dita minha opinião, ser substituindo o experimento eugenia atravessada por uma razão empírica ou observante, iluminada fábulas. Assim coisa preocupante é que seremos demônios se não ensinam dispensar sagacidade, como tentamos ensinar profissões, quando essa arte paira sobre ter quantidade e pureza clara.

O experimento proibicionista não conseguiu dissuadir os usuários, limitando os pontos de venda ou até mesmo tornando o preço ilícito mais caro. Mas conseguiu engrossar a névoa que envolve cada composição e, por essa razão, acabou sendo o principal aliado de seu aparente adversário, o traficante inescrupuloso “.
 

Índice
* Um estado de cultura, de Martín Armada
* Prólogo, de Emilio Ruchansky

I. Guerras do Ópio
II. O começo da indústria farmacêutica
III Liberdade de empresa, negócios de tráfego e perseguição de usuários
IV. Primeiras leis proibicionistas da Argentina
V. A Lei Seca
VI. A década infame: a proibição da maconha
VII. A Segunda Guerra Mundial e o primeiro czar antidrogas
VIII. Guerra e drogas
IX. Convenção de 1961 sobre estupefacientes
X. América Latina: o inimigo perfeito
XI Plano Condor
XII Neoliberalismo e tráfico de drogas
XIII. Plano Colômbia e genocídio no México

* Epílogo: A cruzada farmacológica, por Antonio Escohotado
* Cronología
* Bibliografía
* Agradecimientos

Formato
* Medida: 23 x 15,5 cm
* Páginas: 239

>> Disponível em todas as livrarias e na www.tiendathc.com

Escreva seu comentário

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here