Sabe aquela velha lenda que maconha mata, mas já desmentimos inúmeras vezes aqui? Pois é, o Senado aproveitou o final de Semana para começar sua campanha na Semana Nacional Antidrogas alertando sobre as consequências do uso de várias drogas. Do ponto de vista pela redução de danos é louvável, mas não da forma alarmista que fizeram, principalmente com a maconha.

A postagem que mais parece ter usado o relatório falho da penúltima audiência sobre drogas que pretendia regulamentar o cultivo de maconha, onde o responsável foi o Senador Sérgio Petecão. Além de supor que maconha causa morte, ainda há os perigos da larica desenfreada que na imagem (abaixo) diz que você se você fumar, você pode consumir muita comida palha.

Males Maconha (Falso)
Males Maconha (Falso)

Além de tudo, parece que quem criou o post esqueceu totalmente o uso medicinal da planta, que já foi amplamente estudado e posteriormente mostrado tratamentos de diversas doenças como alzheimer, esclerose, câncer, autismo, epilepsia e parkinson, pela televisão para os menos entendidos.

Obviamente os brasileiros não perdoaram e erro do Senado rendeu várias piadas nas redes sociais e foi o dia que o Senado aprendeu sobre maconha na caixa dos comentários. Inclusive o meme se transformou em “os sobre as males causados pela proibição”.

Problemas causados pela Proibição da Maconha (Falso)
Problemas causados pela Proibição da Maconha (Falso)

 

Depois do imenso #fail, o Senado Federal decidiu por apagar a postagem e postou uma nota de esclarecimento para informar que os dados são do material preparado pela Academia Nacional da Polícia Federal sobre o assunto.

https://www.facebook.com/SenadoFederal/posts/2249571578392018
Já para o neurologista que trabalha com cannabis, Eduardo Faveret, em entrevista ao jornal Globo, a publicação do Senado no Facebook é o que ele chama de uma “campanha terrorista” que traz empecilhos para a disseminação de informações sobre o uso responsável da cannabis. O médico afirma que o Senado não está qualificado para discutir tais assuntos. Além disso, ele afirma que alguns efeitos apontados na publicação podem ser percebidos em níveis maiores em substâncias comercializadas legalmente, como o álcool e o cigarro.

Escreva seu comentário

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here